O presidente chinês, Xi Jinping, teria dito ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o “retorno de Taiwan à China” é uma parte fundamental da ordem internacional do pós-guerra.
“A China e os Estados Unidos já lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo, e devem agora trabalhar juntos para salvaguardar os resultados da Segunda Guerra Mundial”, disse Xi, citado pela Xinhua, o meio de comunicação estatal chinês.
Um funcionário da Casa Branca confirmou que Trump e Xi conversaram por telefone, mas não deu detalhes.
A China considera Taiwan como parte do seu território e não descartou o uso da força para assumir o controlo do mesmo, embora o governo da ilha rejeite a reivindicação de Pequim e diga que apenas o povo de Taiwan pode decidir o seu futuro.
A China está envolvida na sua maior crise diplomática em anos com o Japão, depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter dito este mês que um hipotético ataque chinês a Taiwan governada democraticamente poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio.
Xi e Trump reuniram-se na Coreia do Sul em outubro, após meses de tensões comerciais desencadeadas pelas políticas tarifárias de Trump.
Desde então, a China retomou as compras de soja dos EUA e suspendeu as restrições alargadas às exportações de terras raras, enquanto os EUA reduziram as tarifas sobre a China em 10%.
Xi disse que os laços China-EUA se estabilizaram e melhoraram desde a reunião.
“Os factos mostram mais uma vez que a cooperação beneficia ambos os lados, enquanto o confronto prejudica ambos”, disse ele a Trump, instando os dois países a manterem uma dinâmica positiva e a expandirem a cooperação.
Os dois líderes também discutiram a guerra na Ucrânia, com Xi a reiterar que a China apoia todos os esforços conducentes à paz, ao mesmo tempo que apela a todas as partes para que reduzam as suas diferenças.
O comércio também foi discutido, mas o comunicado chinês não revelou quaisquer acordos concretos.
Reuters
